segunda-feira, 4 de maio de 2009

Promoção

Esse sujeito está cada vez melhor e logo logo o passe vai parar na EMI ou na Sony, quem sabe até na própria Rough Trade.

Confiram abaixo toda a criatividade do camarada, parceiro, músico, contorcionista e dublê de secos e molhados...Dimitri BR, em mais uma impressionante aparição. Entrepreneurs of Brazil unite and take over!

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Star star



GATHER the stars if you wish it so.
Gather the songs and keep them.
Gather the faces of women.
Gather for keeping years and years.

And then …
Loosen your hands, let go and say good-by.
Let the stars and songs go.
Let the faces and years go.
Loosen your hands and say good-by.

Carl Sandburg

terça-feira, 28 de abril de 2009

Fio dental


Bom dia de novo
Me dizem que é preciso acordar,
O conforto da cama
Em nada vai ajudar
E as horas aguardam lentas
E as horas aguardam lentas

Ansiosas por te entreter,
Mas há tão pouco a ser lembrado
E tanto a se esquecer.
Minha gengiva sangra,
Preciso me lembrar de usar fio dental.

Bom dia de novo
E obrigado por você me escutar,
O silencio me cala, me faz sufocar
E as horas aguardam lentas
E as horas aguardam lentas

Deixe o seu recado após o meu sinal,
Use as palavras mais doces...
Deixe o seu recado após o meu sinal.
Sinto gosto de sangue,
Sinto falta de sal,
Minha gengiva sangra...

É tão claro o céu e é quase bonito o azul,
Eu continuo a preferir o entardecer...
É tão claro o céu e é quase bonito o azul,
Eu continuo a preferir o entardecer...

As pessoas ainda me assustam,
Me lembre de rir no final.
Meu coração sangra,
Preciso de um fio dental.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Quer dançar, quer dançar??


Alô alô rapaziada, é chegado o dia de mexer as cadeiras e começar o fim de semana com pé direito ao som dos reis do pop rock tropical. Isso mesmo, hoje tem 3a1 no Cinemathèque em Botafogo/RJ e o show promete.
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Quem quiser conhecer o "segredo" mais bem guardado da cena musical carioca e de quebra deitar, dançar e rolar, pode comparecer que a perspectiva é de se contagiar com a deliciosa mistura de rock, pop, muito swingue e entrosamento de primeira de uma banda que, ao vivo, não decepciona.
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Eu? Que pergunta...é claro que eu estarei por lá.
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Onde, quando?
24/04
sexta
SHOW
na Festa Pitada
LOCAL
Cinemathèque - R. Voluntários da Pátria, 53 - Botafogo 2266-1014 2286-5731
HORA
22h00 - Início / DJ Galalau
00h00 - SHOW
INGRESSO
R$ 15,ºº - lista amiga
R$ 25,ºº - inteira
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Pin-up da semana by Lost in Translation



É meus caros amigos, no dia em que um bar inventar um drink dessa dimensão o sucesso está garantido. Deve ser por isso que o Sean sempre pedia martinis, esse cara sabia das coisas.

Como hoje é dia de molhar a palavra, vou arriscar, me fazer de bobo e pedir um desses...nunca se sabe...

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Um bar, um lar


Geralmente, ouvimos a seguinte advertência: beba com moderação. Em um bar de Londres a mensagem está mudando: respire com moderação.

Sabe por quê? Alcoholic Architecture, na região de Newburgh, está deixando os seus clientes bastante "alegres" sem precisar de qualquer bebida. Digo, em estado líquido. E explico: o ambiente do bar é preenchido com vapor de gim e tônica. Para entrar no bar as pessoas precisam usar uma capa plástica, a fim de não voltar para casa como um gambá.

A experiência sensorial é acompanhada por uma trilha sonora inusitada: barulho de bebida caindo sobre cubos de gelo. A ideia é fazer com que os clientes se sintam dentro da própria bebida. Hummmm... Por vez 40 pessoas têm esse privilégio. O bar é pequeno. A entrada custa cerca de 20 reais.

Bom, parece que funciona. Olha só a alegria da galera deixando o bar... Prepare o seu nariz.

Postado originalmente em:http://oglobo.globo.com/blogs/moreira/

Meu Deus do céu, e tem gente que ainda não entende por que aquela é a minha cidade...onde está o telefone da agência de viagens!!!???

En garde!



Em Barcelona costumava frequentar um bar de cavalheiros que ficava, sem sombra de dúvidas, em um lugar esplêndido: a Plaza Real. Tratava-se do Pipa Club, que, como o nome sugere, era originariamente um bar idealizado para que os apreciadores de cachimbo pudessem passar suas horas de ócio em meio a fumaça aromatizada, brandies diversos e, possivelmente, sem serem perturbados por exemplares do sexo oposto, como convém a uma confraria de homens.

O lugar possuía um charme muito particular. Para começar, ficava no segundo andar de um discreto edifício e, para entrar, tinha-se que tocar a campanhia, como se fossemos visitar um parente ou amigo, vamos. Subindo-se por uma tortuosa e húmida escadaria, nos deparávamos com um ambiente de evidente toque inglês, com predominância de madeira escura, tecido bordeaux nas paredes, pesadas cortinas de veludo, cheiro de mofo e luz bruxuleante, exatamente do jeitinho que eu gosto (da pouca luz não do mofo, bem entendido).

Passei muitas noites ali, jogando sinuca, fumando cigarro (meus cachimbos haviam ficado no Rio), evidentemente bebendo bastante e filosofando sobre os dissabores da vida no estrangeiro com senhores de igual condição. Na verdade, minha descrição pode soar pobre e soará, mas o lugar é incrível e tem até mesmo um mini museu do cachimbo com exemplares vindos dos quatro cantos do mundo, incluindo tribos do alto Amazonas.

E aí vamos ao ponto do post, a decoração local incluía quadros de velhas fotografias retratando homens lutando com bengalas (em trajes similares aos do amigo aí acima), e que eram sensacionais.

Não me lembrava de ter visto semelhante cousa em toda a minha vida, mas imediatamente, num arroubo próprio desses de homem, dandy e azul, decidi que iria tentar descobrir mais sobre a prática desse tão nobre esporte.

E efetivamente um dia, para meu deleite, eis que estou com esse meu jeito muito pachorrento, deitado no sofá de casa, zapeando a esmo os canais da magnífica televisão espanhola, quando começa a passar uma reportagem exatamente sobre a luta de bengalas, tradição francesa e cujo nome correto é la canne e que está muito associado ao boxe francês, o Savate.

O esporte, ao que tudo indica, foi inventado pela alta burguesia francesa, a princípios do século XIX, como meio de defesa contra a turba de rufiões e desordeiros que infestavam as grandes cidades Européias, como Paris e Londres.

Dizem que o esporte foi tão difundido nesse período, que chegou a ser mesmo utilizado pelo exército francês. Até na guerra esse povo é chique, já estou até a ver: Mui caro inimigo, tenha a bondade de render-se ou terei que cobrir-lhe de bastonadas em nome de sua majestade. Mon Dieux!

Um dos grandes mestres desse curioso esporte foi Pierre Vigny, que foi professor da London Boxing Club, e que desenvolveu e codificou as técnicas do combate com bengalas. Sua mulher, ao que parece, incentivou as damas da sociedade Londrina a defender-se utilizando a sombrinha como arma letal com resultados surpreendentes, para os pobres punguistas evidentemente.

Infelizmente, com a chegada do século XX, a prática do esporte quase chegou ao seu fim e ficou restrito a pequenos círculos dos clubes de Savate, onde sobreviveu. Foi só a partir dos anos 60, que as bengalas voltaram a ser agitadas e a difundir-se, desde então o número de praticantes não pára de crescer.

Eu mesmo procurei e achei um clube para praticar la canne em Barcelona, entretanto, a volta ao Rio não me deu tempo de fazer a matrícula, comprar o traje apropriado (fraque e cartola) e começar a distribuir bordoadas pela vizinhança contra os cães catalães.

Entretanto, sigo pensando seriamente em comprar uma bengala por motivos evidentes, primeiro, a senilidade caminha a passos rápidos e segundo, a realidade urbana que nos cerca pede medidas extremas no quesito auto-defesa.

Pensando bem, talvez fosse conveniente embutir uma metralhadora na minha bengala para tornar as coisas mais equilibradas. Por outro lado, se a morte for inevitável, que seja encarada com elegância, tudo muito chic e, principalmente, de forma original.

I’m singing in the rain, just singing in the rain....

 

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