quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Song of the week: Tony the Phoney
I just wanna tell you,
If you don't behave I'm gonna smash you,
And if you don't believe, in a word that I say,
Time won't give opportunity for you to ever run…away
Oh Tony, a complete phoney
Oh Tony, a complete phoney
Out of time and out of fashion,
You're pathetic outfit just makes me want to...slap you,
And if you don't stay away, out of my sight,
You gonna beg me for mercy, to my own delight
But no
You're not worth it
No
You’re not worth it
Oh Tony, a complete phoney
Oh Tony, a complete phoney
So that's how they call you now?
As you stroll by
The places only meant for our eyes
I will be in the bar, with a head full of gin,
And when you'll be unmasked
Oh, that will fill my soul up to the brim
For you
You’re not worth it
Oh Tony, a complete phoney
Oh Tony a complete phoney
So that's how they call you now?
Soon they will realise
Some things were made to be mine.
So that's how they call you now?
Will they realise?
Some things were made to be mine.
Shoot once, not twice,
As the lights go out I say goodbye.
If you don't behave I'm gonna smash you,
And if you don't believe, in a word that I say,
Time won't give opportunity for you to ever run…away
Oh Tony, a complete phoney
Oh Tony, a complete phoney
Out of time and out of fashion,
You're pathetic outfit just makes me want to...slap you,
And if you don't stay away, out of my sight,
You gonna beg me for mercy, to my own delight
But no
You're not worth it
No
You’re not worth it
Oh Tony, a complete phoney
Oh Tony, a complete phoney
So that's how they call you now?
As you stroll by
The places only meant for our eyes
I will be in the bar, with a head full of gin,
And when you'll be unmasked
Oh, that will fill my soul up to the brim
For you
You’re not worth it
Oh Tony, a complete phoney
Oh Tony a complete phoney
So that's how they call you now?
Soon they will realise
Some things were made to be mine.
So that's how they call you now?
Will they realise?
Some things were made to be mine.
Shoot once, not twice,
As the lights go out I say goodbye.
Barcelona

Avui vaig despertar i vaig estranyar els carrers de Barcelona, l'olor dels carrers de Barcelona, de com és bé caminar en l'hivern pels carrers de Barcelona.
Avui vaig despertar i senti moltes ganes d'escoltar català, la llengua de Barcelona, parlada per la gent de Barcelona, en el meu barri de Barcelona.
Avui vaig despertar i vaig estranyar tots els meus amics de Barcelona, les veus dels meus amics de Barcelona, i de com és bé prendre vi i reirse, escoltant les veus dels meus amics de Barcelona.
Avui vaig despertar i no estava en el meu llit de Barcelona, en aquest llit teu pié no està pegat al meu i quan m'aixeco no et veig i acordo el que més estrany de Barcelona.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
O Progresso

Apesar de hoje ser feriado acordei cedo porque, entre outras obrigações matinais, tinha que vir trabalhar. É amigo, estou juntando várias atividades ao meu curriculum de dublê profissional e a última delas é ser dublê de micro-empresário.
Mas tudo bem, apesar do agradável bate-papo com whisquinho tomado ontem na casa da Edith e do Achilles, acordei cedo, sóbrio e disposto a transformar o dia num dia útil.
E lá se vai o Homem de Azul rumo ao Centro, lendo o seu livrinho, sorrindo sozinho no ônibus praticamente vazio, como ele gosta, sem gente falando alto e sem saber das intimidades alheias nem dos detalhes sórdidos explicados pormenorizadamente via celular. E olhe que o ônibus tinha até ar-condicionado, "todo un lujo" nestes tempos de calor acachapante, que isto aqui está mais parecendo Belém do Pará ultimamente.
Pois bem, lá ia eu entretido ainda com o Ubaldo, lendo as suas crônicas, imaginando aquele sotaque Baiano maroto e me divertindo ao imaginar as cenas quando de repente do riso fez-se o pranto e, ah sim, das mãos espalmadas fez-se o espanto. Que raio de barulho é esse?
Realmente, eu até que não posso me queixar muito da minha readaptação em terras cariocas, o retorno era algo desejado e eu tinha convicção de que bastaria voltar a caminhar seminu novamente pelas ruas de Copacabana e tomar meus "Gim Tonics" na Americana nas tardes de Sábado para me sentir como se daqui nunca houvesse partido.
Entretanto, existem coisas que inegavelmente me incomodam, por exemplo, qual é a necessidade de terem colocado televisores nos ônibus desta cidade?
Como se não bastasse o esforço Hercúleo empreendido por mim diariamente na tentativa de alimentar o intelecto, entre comentários picantes, freadas bruscas, trepidações e sacolejos de todo gênero e munido precariamente de uma lente de contato que está meio grau acima do meu, ainda tenho que ser interrompido por uma porcaria de televisor cafona a cortar a placidez da manhã?
Duas coisas podem ser argumentadas contra mim:
a) Não seja maluco e compre uma lente de contato no seu grau;
b) Se te incomoda tanto, pare de andar de ônibus e compre um carro.
Quanto à primeira nada a dizer, é verdade, não é que eu seja excêntrico (tá bom, tá bom, eu sou um pouco, mas nesse caso isso não se aplica), a verdade é que não fazem lentes descartáveis no meu grau exato e eu tenho que escolher por aproximação uma que me torne menos cego. Dessa vez, entretanto, exagerei e não estou enxergando patavinas.
Quanto à segunda devo dizer que sou meio altista e que o ato de dirigir para mim é demasiado penoso, além de ser atividade das mais temerárias, para a população sobretudo, já que, além de meio cego e ansioso, sou muito distraído. De toda forma, ultimamente revi os meus conceitos e estou trabalhando, entre outras coisas, para comprar um auto assim que der. Pedestres tremei!
Enfim, ter saído do meu transe literário por um televisor aos berros em um ônibus me aborreceu sobremaneira e achei mesmo a iniciativa de muito mau gosto. Deve ser a nossa baixa auto-estima tupiniquim que faz com que inventem essas coisas. Queremos que o Brasil seja a Noruega, falamos dele como se estivéssemos na Alemanha e inventamos esses luxos para demonstrar nosso progresso e arrotar nossa superioridade.
Vejam como somos modernos, nossos ônibus têm ar-condicionado e televisão! - Dizemos. Pouco importa que sejam montados sobre chassis de caminhão e que os degraus estejam a quase um metro do chão derrubando nossos velhinhos. O que importa é que temos clima de montanha e Ana Maria Braga sobre quatro rodas...controlados por chauffeurs educados e atenciosos, praticamente ingleses, jamais como os de Luanda ou Belmopan.
E foi assim que cheguei ao escritório com a certeza de que o progresso é uma coisa formidável, não consegui ler mais nada é certo, mas fui trabalhar duro para atender aos apelos do presidente e pra ver se eu consigo, o mais breve possível, finalmente ler...em Paris.
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