sexta-feira, 31 de julho de 2009

this charming tip: the laurels of class



Tal é a ligação da marca Fred Perry com as subculturas urbanas que, no ano do seu centenário, a marca reforça seus laços com a música através da iniciativa Subculture, que traz jovens e novos talentos no cenário musical, juntamente com a nata da música britânica, artistas que têm uma longa relação com a marca. Subculture foi lançado por “the modfather” himself, Paul Weller, no The 100 Club - o mais antigo clube independente na Grã-Bretanha.

Porque uma marca criada para tenistas a 100 anos estaria envolvida com música? Porque ao longo das últimas 4 décadas, Fred Perry esteve à frente dos mais variados movimentos urbanos, como ícone obrigatório de qualquer rebelde que tenha o mínimo de classe.

De sportswear to streetwear

Inicialmente adotada pelos Mods em 1959, porque "poderiam estar bem vestidos durante toda a noite e ainda ficar bem de manhã", posteriormente a marca foi adotada por inúmeros outros movimentos. De Suedeheads, Skinheads, Ska/Two Tone, Punk, New Wave, Perry Boys, Britpop até o revival Indie, o louro tem estado sempre presente, reciclando-se, reiventando-se e sempre um clássico.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

iberia


a primeira vez que ouvi tal sandice eu estava, claro, em portugal, participando como convidado de um jantar de honra oferecido para poucos palestrantes internacionais de uma feira de eventos corporativos. eu não deveria estar ali, já que não era palestrante de coisa alguma, nem adido cultural ou consultor etílico da embratur para ensinar os irmãozinhos portugueses a preparar caipirinha. eu estava de penetra, meu chefe sim era palestrante e não queria ir sozinho ao tal jantar, um francês blasé que achava todo aquele protocolo muito chato e eu acabei me dando bem, e pude desfrutar de um sensacional arroz de pato e uns vinhos... ah, meu rapaz, que vinhos.

na verdade, o problema todo começou com o danado do vinho (é sempre assim, eu bem me conheço e não nego as minhas fraquezas).

ocorre que, lá pelas tantas, surgiu uma discussão tipicamente portuguesa e, portanto, melancólica e no diminutivo, sobre como portugal é um pais pobrezinho, pequenininho, sem gracinha e onde nada dá certo. no auge da discussão, houve então quem defendesse a absorção da lusitânia pela prima rica – hispanya. ai, jesus!

porra, uma das primeiras coisas que ouvi ao chegar de espanha nas minhas viagens de trabalho em portugal foi a curiosa expressão popular: - de espanha, nem bons ventos nem bons casamentos!

quando ouvi isso, prontamente lembrei ao meu interlocutor que eu era brasileiro, mesmo assim com muito medo de que o tiro saísse pela culatra, e agora me vem um nacional, letrado e culto, a propor tal coisa?
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não deu, acho que o sangue de meus antepassados ferveu em minhas veias, não me contive e como penetra metido a besta que sou, ergui-me e fiz uma ode que faria camões derramar-se em lágrimas de emoção, enaltecendo as virtudes e as delícias de modo de ser português, de como portugal o tem todo, de como era possível que um pais tão pequeno fosse tão formoso e tivesse regiões tão dispares e ricas em beleza, onde a logística podia ser feita de forma fácil, o povo era afetuoso, a comida um primor e finalmente...que ter orgulho do seu pais não deveria ser privilegio de nós brasileiros, tão ufanistas que somos enchendo a boca para falar das belezas da nossa terra a torto e a direito.

a mesa calou-se, todos me olhavam espantados, meu chefe então estava perplexo com a minha verve (digo, ousadia), enquanto eu discursava como se estivesse possesso, gesticulando e clamando às massas de cima de um palanque imaginário. ao final, os olhos de mais de um ficaram marejados, e, para minha surpresa, a anfitriã, uma senhora muito raffiné e chic a valer - como diria o Dâmaso - de tão emocionada me perguntou se eu não queria casar com ela (de brincadeira, claro). os convivas se entreolhavam, alguns meneavam a cabeça em tom de aprovação, outros ao final me deram tapinhas nas costas sorridentes e por um instante, achei mesmo que um novo movimento popular poderia estar se formando ali, naquele momento, e que sairíamos pelas ruas de mãos dadas a resgatar a honra lusa e a esmagar a prima rica.

desde então essa discussão sobre a integração (na prática absorção) de portugal com a espanha me desagrada profundamente. me desagrada perceber a que ponto chega a baixa auto-estima de uma nação e o que é pior, de uma bela nação. antes de conviver com os portugueses eu não tinha absolutamente nenhuma opinião formada sobre o país. como bom brasileiro que sou, desconhecia em grande parte a sua história e não lhe dava muita bola. entretanto, gradativamente fui me apaixonando por esse curioso pais ao qual devemos mais do que imaginamos, por milhoes de detalhes que oportunamente lhes contarei. o discurso que fiz o fiz ébrio mas de forma sincera e acho um disparate considerar tal hipótese.

primeiro porque se essa união sair mesmo do papel, portugal perderá a sua identidade e graça, sem contar que desaparecerá entre as muitas regiões autonômicas espanholas. não é segredo que boa parte dos espanhóis os vê como uns pobres coitados e, volto a dizer, em que pese razões e diferenças históricas, parte da culpa toca aos portugueses que muitas vezes adotam uma postura de inferioridade sem ter porque fazê-lo. os espanhóis têm brio demais, os portugueses de menos.

a espanha já é um pais com muitas regiões distintas entre si e que cada vez mais olham para o seu próprio umbigo e desprezam o poder central de madri. costumo brincar que, no futuro, se deixarem as decisões políticas nas mãos de cada uma das regiões autonômicas, a espanha será apenas a província de madri, já que, aparentemente ninguém quer ser espanhol e sim catalão, basco, cântabro, andaluz, etc.

portugal tem qualidades inegáveis e, em muitos aspectos, dá um banho na vizinha espanha. no jantar acima mencionado eu cheguei mesmo a dizer: - o problema de vocês é só um, marketing.

incorporar portugal como mais uma região de espanha seria um absurdo. uma união com a galicia, região que possui inegáveis laços culturais e lingüísticos com portugal até se entenderia, mas com a espanha não. portugal merece mais, portugal pode e deve ter orgulho do pais que é. o que falta, e aí caros amigos, é um traço cultural que parece termos herdado, é meter a mão na massa e trabalhar com vontade para acelerar o crescimento, ser probo na administração e colocar o país nos trilhos do desenvolvimento, ao invés de ficar reclamando das dificuldades da vida na tasca da esquina sem nada fazer.

ontem, mais uma vez o assunto voltou à tona, vide o artigo abaixo publicado no globo online, vejam só como a coisa é atual:

a união política entre espanha e portugal divide portugueses, mas gera indiferença na espanha. entre os portugueses, 39,9% é a favor de uma integração com a espanha em uma federação, enquanto a maioria dos espanhóis mostram desinteresse em relação à proposta, segundo uma pesquisa da universidade de salamanca apresentada nesta terça-feira em madri. a criação de uma união ibérica é apoiada por 30,3% dos espanhóis, segundo o jornal "el país".

o barômetro de opinião hispano luso, dirigido pelo centro de análises sociais da universidade de salamanca, é o primeiro estudo conhecido sobre o que pensam os cidadãos de ambos os países em relação ao outro lado da fronteira. o fato de não existir uma pesquisa similar periódica torna difícil saber com precisão se a proposta de federação política ganha ou perde adeptos, apesar de existir uma pesquisa de 2006 realizada pelo semanário de lisboa el sol, que revela que 28% dos portugueses estaria disposto a "formar um só país com a espanha".

segundo a pesquisa publicada nesta segunda-feira, os portugueses colocam menos obstáculos ao aprendizado da língua do país vizinho nas suas escolas. cinco entre cada dez entrevistados considera que o ensino de espanhol deve ser obrigatória no ensino primário e secundário. o consenso é ainda maior em relação ao estudo de espanhol como língua optativa, reforma que encontra aprovação de 85,1% dos entrevistados. já a proposta do estudo obrigatório da língua portuguesa nas escolas espanholas foi rejeitada por 76,2% dos espanhóis entrevistados.

os portugueses também se mostram muito mais favoráveis a melhorar a cooperação política entre ambos os países. propostas de um sistema fiscal conjunto, por exemplo, ou o fim de todas as restrições à mobilidade e estabelecimento de profissionais, trabalhadores e empresas recebe o apoio de 59% e de 72%, respectivamente, enquanto que somente 37,1% e 63,2% dos espanhóis é favorável a estas reformas. uma iniciativa de alto valor simbólico como a apresentação de candidaturas conjuntas para eventos internacionais como campeonatos de futebol, olimpíadas e feiras, encontra o apoio de três em cada quatro portugueses. já entre os espanhóis, apenas um um em cada quatro.

a união política entre os dois países é um assunto polêmico, que aparece com recorrência no debate político português, mas do qual a maioria dos espanhóis permanece distante. o principal interesse de portugal é econômico, segundo uma pesquisa feita pelo jornal el sol, na qual 97% dos entrevistados respondeu que o país seria mais desenvolvido caso se unisse com a espanha.

a união hipotética da espanha com portugal resultaria no país de maior extensão da união europeia, o terceiro maior país da europa depois da rússia e da ucrânia, e o quinto o em população, com mais de 57 milhões de habitantes, atrás de alemanha, reino unido, frança e itália. a soma do produto interno bruto a preços atuais resultaria na quinta economia da união europeia.

cá entre nós torço para que isso não aconteça, torço para que meus amigos portugueses resistam e que se esforcem um pouco mais para colocar a casa em ordem sem rastejar para debaixo do tapete espanhol, uma opção que seria mais fácil mas que acabaria por solapar e traumatizar em definitivo a já combalida identidade lusitana, presa que parece estar nas brumas das glórias passadas.

clamo a viriato para que, do alto do mais belo monte, reorganize os seus exercitos, renove o espirito das suas gentes e prepare a resistência.
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no pasarán, cabrones!
...digo...
chega pra lá, ô pá!

terça-feira, 28 de julho de 2009

arnold scharzenegger


há pouco tempo atrás postei o vídeo do brinquedinho "big dog", um robô com pinta de sofá, pernas de cachorro e capacidade para se tornar uma máquina letal nas mãos da infantaria americana. o vídeo é assustador e me levou a começar a pensar nos rumos deste planeta, onde a vida está cada vez mais difícil.

"Impressed and alarmed by advances in artificial intelligence, a group of computer scientists is debating whether there should be limits on research that might lead to loss of human control over computer-based systems that carry a growing share of society’s workload, from waging war to chatting with customers on the phone."

hoje, encontrei uma matéria do new york times que fala exatamente sobre a preocupação de muitos cientistas sobre os rumos no desenvolvimento da inteligência artificial e sobre quais limites deveriam ser impostos à mesma, sob pena de nós sermos ameaçados por máquinas no futuro.

"The researchers — leading computer scientists, artificial intelligence researchers and roboticists who met at the Asilomar Conference Grounds on Monterey Bay in California — generally discounted the possibility of highly centralized superintelligences and the idea that intelligence might spring spontaneously from the Internet. But they agreed that robots that can kill autonomously are either already here or will be soon."

Isaac Asimov é que tinha razão, para qualquer emergência, já sabem: http://www.schwarzenegger.com/

aqui a matéria na íntegra. merece ser lida.

stay cool, don't freeze and don't trust your coffee machine.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

a stroll by the seaside

falando em cockneys, esse fim de semana me tocou trabalhar no domingo, acompanhando um grupo de gringos para um passeio no aprazível bairro da urca.

como sabem, sou um homem versátil e dentre as minhas inúmeras atividades presto assessoria para expatriados, ou seja, profissionais estrangeiros trabalhando no rio de janeiro.

os serviços são bem distintos e esse fim de semana realizei um welcome tour para um australiano, dois ingleses de londres (sim, existem londrinos autênticos) e uma escocesa e enquanto eu os divertia com meu charme e magnetismo pessoal, contando histórias espirituosas, hiper-comunicativo, nesse meu inglês refinadíssimo, tive a certeza de estar propiciando mais que um momento agradável. o passeio foi um sucesso e a comunicação como sempre fácil e dinâmica, tenho certeza de que eles adoraram.


enquanto isso, na pista cláudio coutinho...


londoner: - oi china plate, this track is bloody the bleedin' frogs and logs gonads, butcher's at aw these birds (t - oi mate, this track is bloody brilliant, look at all these birds).

bloke in blue: - yes, yes, I do like meat, but I can’t stand the sight of a frog bleeding and certainly would never eat one of these filthy pigeons, your habits are a bit odd, ain't them?

londoner: - who said eatin' pigeons, ya bloody Berkshire 'unt? I said they 're awesome, and butcher's at those butterflies, absolutely amasin', I mean, 'eaven and 'ell mother's pearly gate (t - who said eating pigeons, you bloody cunt? I said they are awesome, and look at those butterflies, absolutely amasing, I mean, just incredible).

bloke in blue: - nope, I’ve never been to Berkshire, is that where you’re from? I thought you were from London…good Gosh, your accent is really hard to understand sir, I can only hope you’re having a good time on this tour.

londoner: - oh bloody gypsy nell, you’re a bit of a moron ain’t ya? I wonder whether aw brazilians 're loike this, Fillet Of Cod the bloomin' world!! at least the chuffin' sightseein' is Robin Hood. (t - Oh bloody hell, you’re a bit of a moron ain’t you? I wonder whether all Brazilians are like this, sod the world!! at least the sightseeing is good)

bloke in blue: - ah robin hood, yes, I’ve always loved historical dramas and this one is one of my favourites, I think you and I are getting along very well.

londoner: - shite! (t – shit!)






Unisex chip shop

(a Billy Bragg parody) by Bill Bailey.


I used to buy my chips from an oppressive chip shop regime.
The girl who worked there, she seemed happy,
But I knew it was not what it seemed.

"Do you want salt and vinegar", was what they made her say,
But in the language of the ghetto,
That means, "Help, I'm a woman in chains"

I wanted to free her.
In my dreams I would see her.
Running naked through the woods round Rainham,
If I had some tigers I'd train them.
To protect her

From the sexual fascism that was lurking, round the gherkins
(yeah)

I'd lean across the counter and we would talk,
I carved the name "Debbie" on a little wooden fork.

But into the shop came a skinhead gang,
They snatched the fork from my hand.

Debbie, she looked at me, to assert my masculinity.
I said "Oi!", they said "What?", I said "Nothing..."


- x -

'ave fun, lads!


sexta-feira, 24 de julho de 2009

this charming tip

desde que me entendo por gente a questão estética me atrai e estou convicto de que poder brincar com o que se veste é um dos maiores prazeres que um homem pode (ou deveria) ter.

mas o que fazer se você nasceu sem saber que a vida neste balneário carioca pode ser muito mais divertida do que usar short e havaiana na maior parte do dia?

não se preocupe, pensando nisso, a partir de hoje “your personal blue stylist” estará aqui para dar dicas e sugestões e ajudá-lo a andar sempre na linha, é o que é melhor, com muito estilo.




esta fantástica camisa ben sherman inspirada na moda retro mod sixties carnaby street é uma excelente dica para estar bem vestido a qualquer hora do dia. branca com tons azuis e um original padrão de pontinhos.

acompanha: calça Levis escura com a barra dobrada e sapatos bicolores.

e se você me perguntar: - onde diabos eu encontro isso?

eu respondo: - na costureira mais perto de você.

vestir-se bem não é importante...é essencial.
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oi! dress properly, don't be a sissy. cheers.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

in mozz we trust


O eletricista brasileiro Jean Charles de Menezes, morto durante falha operação da polícia britânica em 22 julho de 2005, foi homenageado por Morrissey, ex-líder da banda The Smiths, durante show em Londres na quarta-feira.

De acordo com o semanário "New Musical Express", o cantor citou o brasileiro antes de tocar a canção "Irish blood, english heart".

"Jean Charles de Menezes, nós nunca esqueceremos, nós nunca esqueceremos", comentou o astro pop na O2 Brixton Academy.
From: globo.com
he's such a charmer...oh jean
 

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