quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

show da semana

Hoje termina a temporada do Cabaret na Drinkeria Maldita em Copacabana. Quem quiser rir muito com as performances teatrais do vocalista e de quebra assistir a um senhor show de rock não deve perder a oportunidade.

Eu comparecerei é claro, mais uma vez, que um show desses assim perto de casa não acontece todo dia e o punk burger de lá é bom para ... enfim.

Onde: Drinkeria Maldita
Quando: HOJE, dia 28/01/2010
Como chegar: Rua Aires Saldanha, 98, esquina com a Rua Miguel Lemos, no posto 5, Copacabana. A rua é paralela à Avenida Atlântica, logo atrás da antiga boate Help.
Serviço: Início: 21:00. Ingressos: R$15,00

+ info at Matriz online

Volto a dizer, Cabaret não deveria conquistar apenas Copacabana, tem qualidade para conquistar o mundo, cobrindo-o de plumas, purpurina e boa música.

A gravidez de um pai

Eu agora me pego navegando na internet e acessando sites sobre os nomes permitidos em Portugal, sobre qual o melhor nome para dotar o seu filho com as qualidades próprias de um mafioso ou como me sentir um pouco mais participativo nesse processo tão único e especial como pode ser a gravidez.
Não nos enganemos, o privilégio da gestação, de dar vida a outro ser, a beleza proporcionada por esse processo é uma experiência inteiramente feminina, a nós cabe ficar ali olhando, torcendo, fazendo as vontades da futura mãe e tentando atrapalhar o menos possível.
Confesso que, passado o susto inicial, há momentos em a ficha parece ainda não ter caído e ao mesmo tempo tudo já mudou. Talvez seja o fato de que olho para aquela linda barriga e ela continue igualzinha por fora. Minha mulher tem mais sorte, já vivencia toda sorte de sensações, emoções, eles já são um. E eu aqui fora, com essa cara de bobo risonho que atualmente envergo, não me sinto excluído de nenhuma maneira, mas que dá certa inveja ah isso dá.
Preciso conversar mais com o gergelim (como eu o chamo), dizer a ele o quanto ele já é amado e como eu farei de tudo para ser o melhor pai que ele poderia ter. Que ele nasça saudável, que ele seja melhor do que eu, mais feliz do que eu, que ele tenha paciência comigo e que ele goste de mim. É preciso amar ao papai, direi eu a ele ou a ela quando o tiver nos meus braços. E continuarei dizendo isso até quando os meus abraços e os meus beijos forem motivo de constrangimento, quando chegar a adolescência e ele precisar de mais espaço. Você terá todo o espaço do mundo meu filho, só não me negue um carinho por que aí sim eu te cubro de beijos. Afinal é preciso obedecer ao papai, você sabe.
Seja bem-vindo gergelim, menino ou menina você já é uma alegria para muita gente, alegre-se você também, curta o conforto do seu triplex turbinado que já já a gente se vê.
Divido abaixo o texto que acabei de achar e que, de certa forma, traduz como eu me sinto:

A gravidez de um pai não se dá nas entranhas, mas fora delas.
Ela se dá primeiro no coração, onde o sentimento de paternidade é gerado. Um desejo de ser e de se ver prolongado em outra vida, que seja parte de si mesmo, mas com vida própria. Imagino que deve ser frustrante a princípio. Durante toda a espera, um pai é um pai sem experimentar o gosto de ser, sem os inconvenientes de uma gravidez, mas também sem as lindas emoções que tanto mexem com a gente.
E quando ele sente pela primeira vez a vida que ajudou a gerar, tudo toma outra forma. Ele sente um chute e se diz já que este será um grande jogador de futebol. E muitas vezes se surpreende e se maravilha quando vê uma princesinha que sabe chutar tão bem. Mas tanto faz. Está ali um sonho que se torna palpável.
E um parto de um pai se dá quando ele pega pela primeira vez sua criança nos braços, quando ele se vê em características naquele serzinho tão miudinho que nem se dá conta ainda que veio ao mundo e que se tornou o mundo de alguém. E os sentimentos e emoções se atropelam dentro dele. E ele sente que, à partir desse instante, a vida nunca mais será a mesma. E ele precisa olhar dez, cem, mil vezes para acreditar que tudo não passa de um sonho. E geralmente há um enorme sentimento de orgulho que toma posse dele.
Assim se forma um pai. Pronto para ensinar tudo o que aprendeu da vida, um dia ele descobre que não sabe realmente muito, que na verdade aprende a cada instante. Diante da sua criança ele se torna um adulto vulnerável e acessível. E vai gerando, pouquinho a pouquinho, dentro de si mesmo, a arte de se tornar um pai.
original by Leticia Thompson

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

pin-up da semana

mal posso esperar para ver a minha assim.

domingo, 24 de janeiro de 2010

a new baby in town

Um dia você chega em casa, cansado após mais um dia de trabalho, e nem imagina que a sua vida, como você a conhecia, já era, acabou, foi alterada para sempre. Foi assim comigo na última sexta-feira, uma ida despretenciosa ao supermercado para comprar uma baguette para o lanchinho noturno, uma passada rápida na farmácia para uma compra dessas de todo o dia e pedir um teste de gravidez.

Meia hora depois, a confirmação de que vou ser pai e um mix de emoções que me deixou absolutamente catatônico, sem chão e sem fala e andando de um lado para o outro freneticamente e dizendo a única coisa que me vinha à cabeça: Ai meu Deus!

Era algo planejado e desejado mas, mesmo assim, quando você tem a noção de que a coisa é para valer, meu amigo, é muita emoção para uma pessoa só.

Assim é que estou vivendo a melhor sensação do mundo com a mulher mais maravilhosa do universo e sinto muito mas ninguém nesse momento é mais feliz do que eu.

Ah, as surpresas que a vida traz, um ano atrás nem nos meus sonhos mais secretos poderia imaginar que estaria tão feliz assim e passando pela melhor fase da minha vida mas confiava que algo bom aconteceria. E o que pode ser melhor do que isso?

The only bloke that matters now is my son, if it’s a boy...if it’s a gal, boys you better start to run.

Cheers mates, wish me luck!

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Lipstick with an attitude


Meus amigos (os de sempre) já haviam avisado, entre risadinhas pícaras, vá ver porque é a sua cara!

A essa altura todo mundo já sabe que eu estou completamente desatualizado musicalmente, foi-se aquela época do indie pretensioso que sabia de cor as novidades da semana no underground de Manchester. E confesso que estou bem mais feliz assim, escutando Mika em casa com a minha mulher e eventualmente fazendo uma performance a la Freddie Mercury ou Morrissey para o delírio da mesma.

Com esse retrospecto a meu favor e sendo um ardoroso fã de Marc Bolan e dos New York Dolls, está claro que eu tinha tudo para gostar de uma banda de rock carioca, que tem Copa como musa e cujo vocalista é adepto de glitter, boás de plumas e couro, não necessariamente nessa ordem. Porém, confesso que nada me havia preparado para o show de ontem à noite na Drinkeria Maldita, o Cabaret é muito mais do que uma boa banda, é diversão pura!

A banda Cabaret já é conhecida de muitos e tem tempo de estrada, mas, devo dizer, o seu fã numero 1 ainda não a conhecia. Como é possível isso? Muito tempo fora do país sem ler a coluna do Tom Leão talvez seja o x da questão.

O fato é que esta semana mais um caríssimo amigo do peito Europeu me deu o prazer da sua companhia aqui no Rio (que mês bom esse) e, por sugestão da minha mulher, acabamos todos indo parar na Maldita para conferir essa figura lendária chamada Márvio dos Anjos e sua banda.

O talento pelo visto vem de família, Márvio é poeta, jornalista, compositor e sobrinho-bisneto de Augusto dos Anjos. No entanto, a sua qualidade maior é a de performer. Não me lembro de ter visto alguém tão à vontade no papel de entertainer em terras tupiniquins em muito tempo, na verdade, antes dele não há ninguém. Márvio é o filho bastardo de Ney e Freddie Mercury e brande o estandarte de uma diversão fanfarrona, exuberante, dramática e contagiante.

Apesar da banda ser excelente, com destaque para o guitarrista Felipe Aranha, é Márvio que dá o tom, que entorna o caldo, que chuta o balde e que faz a diferença ao encarnar 100% o personagem e cantar de peito aberto letras que ficam entre o melodrama mais absoluto e a canalhice assumida: “Pode ser que nada disso / Nunca justifique o mal / De fazer do amor um vício / Por milagre na horizontal”.

O drama à espreita, nas entrelinhas de amores desbotados, rupturas em quartos de hotéis baratos, bebedeira, desespero, rancor e desolação. Escolha a imagem que mais lhe agradar para adornar a atmosfera das letras hilárias e que parecem flagelar o vocalista ao longo do show. E pensar que eu gastei anos em análise...
A cada música me era impossível esconder a surpresa e o entusiasmo pela sonoridade e pelo talento posto ali na minha frente, até o Norueguês do meu lado estava em chamas (o fato é que a gente tinha que se controlar que senão pegava mal). Parecia mesmo que estávamos em um cabaret, com Jacques Brel à frente chorando pitangas e cantando “Ne me quites pas”. A diferença é que o pano de fundo é o melhor rock and roll e a atitude é despretensiosa, caricatural e muito, muito divertida. E quando a banda está se divertindo meus caros, é impossível que a coisa não dê certo, é como uma onda que se espalha e contagia todo o ambiente.

Acho que no fundo a minha porção ator ficou foi com inveja de ver o cara no palco desfrutando do momento de forma zombeteira e despudorada, confesso que foi impossível não me identificar, eu queria estar ali.

Odair José, Agnaldo Timóteo e David Bowie estão orgulhosos de vocês rapazes, tenho certeza, e nós saímos dali em êxtase, e o que é melhor, felizes e com a certeza de que vimos um grande show.
Morri beijos baby, now give me a kiss!

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

2010 com o pé direito

O ano não poderia ter começado de melhor forma, após as agruras das festas Natalinas que me transformaram em um barrigudinho simpático e algo bochechudo que conseguiu em três semanas, finalmente, ficar com a cara de um senhor de meia idade, afinal é isso o que eu sou.

Pessoas para lá de queridas vindas da Europa, entre elas meu irmão Miguel, vieram me visitar e me reenergizaram com a sua alegria e o seu carinho.

Pelo meio do caminho um maravilhoso ceviche de pescado para Peruano nenhum botar defeito, elaborado magistralmente pela confraria mais intelectual, kool e azul da cidade, emoldurou uma tarde perfeita entre os melhores amigos que alguém pode querer ter.

Pelo último terço do caminho, cultivei um bigodinho sem vergonha que me deixou com a cara do Freddie Mercury segundo alguns, e refletiu a pujança de Magnum para outros (fiz lobby e o diabo para defender essa linha), mas que, como me havia isolado muito socialmente, resolvi raspar depois de uma semana.

Como se fosse possível pedir mais felicidade, meninas por favor não chorem, comecei o ano casado e com a perspectiva de um futuro brilhante ao lado da mulher que eu amo e que, sem sombra de dúvidas, me faz muito feliz.

E para aqueles que estão mortos de curiosidade para saber como anda o meu atual physique du role, segue acima uma foto recente do meu ídolo, Joey, para que vejam como eu ando sempre antenado e alinhado com ele.

Novidades hão de vir e virão mas...alguém duvida que esse ano já não se tornou o melhor ano de todos? how u doin'? ;)

pin-up da semana

é para deixar qualquer totem de boca aberta

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

ora pro nobis


Sempre fui um cara católico, minha avó me levava na missa das crianças todo Domingo e eu tocava triângulo, clava ou chocalhinho, acompanhando as lúdicas musiquinhas que nos eram oferecidas. O fato é que, apesar da tocadora de órgão parecer a aeromoça do 14 bis, a missa era divertida e o tempo pelo menos passava rápido.

Depois, já pela casa dos 13 anos, esbarrei acidentalmente com a mãe de um amigo do primário na rua e precipitei o curso do que viria ser a minha adolescência.

Era uma senhora cuja própria mãe usava mortalha desde que eu me entendia por gente, beata e Portuguesa (com certeza), que comunicou-me que o Venancinho estava a crismar-se e que eu deveria fazer o mesmo. Ai Jesus, mais mulher e menos fé! Gritava uma vozinha abafada e precoce vinda lá do baixo ventre.

Pois bem, o fato é que eu acabei indo participar do curso de crisma com o Venancinho e chegando lá meus hormônios pré-adolescentes visualizaram dois anjos do senhor, digo, identificaram duas raparigas que imediatamente me injetaram um surto religioso capaz de emocionar o sumo pontífice.

E assim, compenetrado e contrito, efetivamente me crismei. Depois comecei a cantar na missa dos jovens, ler a primeira e a segunda leitura e ensaiar os meus primeiros passos na vida social (não se preocupem, eu não fiquei virgem até os 30). Apesar de não ter pegado ninguém em tantos anos de olhares furtivos e hormônios em ebulição no meio da celebração, fiz ali alguns dos meus melhores amigos, tive uma adolescência para lá de legal e escapei por pouco de ser padre (mas, como sempre, isso é uma outra estória).

Mesmo tendo me afastado da missa e de grupos de jovens há muito tempo, sempre tive Deus presente na minha vida. Ele e sua mãe já me ajudaram muito e, tenho certeza, continuam a tentar fazer com que eu erre menos e seja mais feliz. Todos os dias tenho provas de coisas maravilhosas que acontecem comigo e procuro manter o espírito elevado e cultivar o sentimento de gratidão por cada uma delas. Entretanto, apesar da minha fé continuar muito bem obrigado, ultimamente tenho notado a minha total falta de saco para a carolice alheia e para instituições religiosas de modo geral.

Não usar o santo nome de Deus em vão. Nunca o segundo mandamento foi tão esquecido, independentemente daqueles que focam suas crenças em Deus, Alá, Buda, no criacionismo, na teoria da evolução etc. e tal, se o exercício da fé é bom, melhor é cultivar a espiritualidade sem manipulações ou histeria coletiva. Me dá pena ver a carência de muitos sendo usada como massa de mabobra em prol de interesses nada elevados. Gente querendo me convencer de que o seu Deus é melhor que o meu, isso então eu não tolero. Rezo todos os dias e não encho o saco de ninguém, não venham encher o meu.

Fato é que tenho me apercebido realmente muito distante da igreja católica, já não a tenho em melhor conta do que os insuportavelmente chatos e hipócritas evangélicos. Não sei se a minha fé algum dia se abalará, nem pretendo discutir religião a fundo, trata-se de mero desabafo. Acreditem, tive uma epifania e vi o caminho da luz, no que você crê importa muito menos do que quem você é.

E agora chega disso e a beber meninos, que hoje é sexta-feira.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

I wanna rock


Acaba de sair o novo Lego Rock Band, um jogo que tem tudo para ser muito divertido e, a julgar pela imagem acima, uma opção charmosa para crianças de todas as idades.

O repertório é bem pop e variado e inclui até mesmo Iggy Pop, Foo Fighters e Queen. De quebra, o jogo ainda permite que músicos frustrados, como eu, possam jogar sem medo de vaias e se sentir bem (mesmo que a idade média dos seus companheiros de console seja 05 anos).

Outro ponto legal é que os artistas ganharam forma de Lego. David Bowie, Freddie Mercury e o Iggy Pop ganharam suas versões de pecinhas e fazem parte de uma turnê virtual. Durante as tours, se você conseguir realizar performances musicais boas, vai arrecadando Legos, que podem ser usados para adquirir roupas e acessórios para a banda. Você, literalmente, monta sua banda, palco e tudo mais que você já está cansado de saber dos outros jogos do gênero.

Taí uma bela sugestão para presentes de Natal atrasado...e que venha a versão playmobil.

Produção: Warner Bros. Interactive;Editora: TT
Games/Harmonix;Site:www.legorockband.com
via MSN

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

 

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