sexta-feira, 27 de novembro de 2009

terça-feira, 24 de novembro de 2009

pin-up da semana



para iluminar o seu dia.

maravilha de cidade

A macumba de Chicago é forte, essa seria a explicação mais fácil para justificar a série de incidentes desmoralizantes que têm ocorrido nesta cidade desde que ganhamos o privilégio de sediar as Olimpíadas de 2016. A verdade acachapante é que este, por mais que me doa reconhecer, não é um país sério, como já dizia de Gaulle.

E digo isto, particularmente, em vista dos contínuos blackouts que temos sofrido nas últimas semanas sem que haja a menor perspectiva de que essa palhaçada se resolva de vez.

De Dilma ao presidente da Light, assombra a pouca vergonha e a cara de pau dessa gente que verdadeiramente não se esforça em tentar passar, sequer, o mínimo de credibilidade quando questionados pelos meios de comunicação sobre os motivos que nos levam a isso. Está claro que a incompetência administrativa das distribuidoras grassa e que a rede elétrica não está preparada para o próximo verão. Nesse exato momento, boa parte da Zona Sul do Rio está às escuras, o trânsito está caótico, acidentes graves já aconteceram e a baderna continua como se isso não fosse nada demais. Fuck the world!

Só digo uma coisa, se isso se estender ao longo do dia, sem ar-condicionado nesta cidade a situação vira caso de policia e eu serei o primeiro a me esgueirar em meio as sombras munido da minha faca de chef em busca de uma luz no fim do túnel.

Mas não se preocupem, quem canta seus males espanta, venham, todos comigo: - Rio de Janeiro/ Cidade que me seduz/ De dia falta água/ E de noite falta luz, oi!

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

oh yeah!


Chef renomado, escritor polêmico, apresentador e showman daquele que é muito mais do que apenas um programa de culinária, é o melhor programa da TV já existente. Anthony Bourdain, 53 anos, é odiado por defensores de animais e vegetarianos -ódio, aliás, recíproco- e identificado pelo Discovery Travel & Living como um "Indiana Jones da gastronomia", sempre disposto a comer tudo que inclua miúdos, "street food" ou foie gras, Bourdain ficou famoso mundialmente ao publicar em 2001 o bombástico livro "Cozinha Confidencial" (Companhia das Letras).

O livro causou furor, relatando três décadas de experiências nas cozinhas dos principais restaurantes do mundo até chegar ao almejado posto de "chef".

As "experiências" incluíam não só os bastidores dos restaurantes duas e três estrelas pelos quais passou, e a revelação de temperamentos de seus pares, colegas e superiores durante esse aprendizado, mas também os segredos de alcova no mundo da alta gastronomia, bem como os "podres" que envolvem esse universo tão sui generis e tão ou mais forrado de estrelas temperamentais e talentosas que o mundo do rock. Bourdain é isso. Ele é o rock'n'roll -pense em N.Y. Dolls, Voidoids e em Lou Reed- da cozinha mundial contemporânea.

O próprio chef sucumbiu à pressão desse mundo egocêntrico, onde o erro não é jamais permitido. Ele não hesita em revelar com sinceridade como se viciou e livrou da cocaína e, mais tarde, da heroína, usadas alucinadamente durante o preparo de bufês, ou durante e após o expediente.

O álcool, no entanto, continua seu parceiro. Ele faz questão de não esconder isso. Aliás, não esconde coisa nenhuma, e aí está o seu charme.

Mordaz, sarcástico e absolutamente incorreto politicamente, é veloz ao responder qual sua receita para comer tanto e continuar com o corpo eternamente esguio: "Não comer nada entre as refeições e três maços de Marlboro por dia".

No Brasil há quatro livros de sua autoria, todos da Companhia das Letras: "Anthony Bourdain e as Receitas do Les Halles - Nova York" (restaurante do qual é o chef titular e vitalício), "Cozinha Confidencial: uma Aventura nas Entranhas da Culinária", Em Busca do Prato Perfeito: um Cozinheiro em Viagem" e "Bobby Gold: Leão-de-Chácara" (romance).

Bourdain apresenta desde 2000 o "Sem Reservas".
Já visitou os países e culinárias mais distintos possíveis, como Vietnã, Camboja, Índia, Coréia, Canadá, México, Brasil (adorou feijoada, que considera um prato perfeito), norte do Canadá (onde comeu uma pobre foquinha), Japão, Argentina (dividindo uma picada com os Pericos), México (onde viu o primeiro animal ser morto para ser preparado) e, a principal experiência, a qual considera a epifania que o levou à carreira culinária: a primeira ostra que provou retirada do mar, na costa da França.

No programa, em cujo formato, sim, reside o verdadeiro encanto, já correu riscos consideráveis.

Na Nova Zelândia capotou com um triciclo motorizado durante as filmagens e quase quebrou o pescoço. Na Índia, tomou a versão mais concentrada de uma "cachaça" alucinógena local e apagou na areia da praia. Na selva amazônica, apesar da proibição do canal, bebeu Santo Daime e "viajou". Na Islândia, provou uma iguaria feita com carne podre (sic) de tubarão "conservada" em ácido.

Amante de Ramones, inimigo número 1 de karaokês, implicante com a humanidade comum por natureza, Bourdain não suporta (gratuitamente) a atriz Helen Hunt, que faz questão de chamar de "canastrona". Também odeia -mais aí por motivos pessoais- o ator Woody Harrelson, um xiita norte-americano defensor da alimentação estritamente vegetariana.

"Gente como ele acha que vale mais a pena manter o cólon limpo (das impurezas da carne) do que ter qualquer experiência na vida. A verdade é que gente assim nem vive."

Esse é Anthony Bourdain, desaconselhado para principiantes.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

bluehaus


flint and brick cottages
Holkham, England

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

party happy people

Meninos que festa, hein!? Eu não sou de me gabar não, mas a festa de Sábado foi um acontecimento memorável, alternando entre o sacro (eu não me lembro) e o profano (eu estava bêbado). Teve de tudo, bebida em doses imorais, dançarinas de dança do ventre e música da melhor qualidade. O ponto alto, claro, foram os convivas, gente muito chic e de bom gosto, abrilhantando a noite com as suas considerações envolventes e evoluções provocantes.

Chamou-me a atenção, sobremaneira, ver a certos rapazes dançando sozinhos num quarto escuro, entre risinhos nervosos como se fossem adolescentes tardias e brindando a minha visão com passos de can can, ao assistirem a um certo DVD dos Smiths enquanto as respectivas esposas se entreolhavam constrangidas na sala de estar. Como diria a Mastercad, existem algumas coisas que o dinheiro não pode comprar...

Dois comentários, entretanto, me deixaram realmente preocupado, no começo da festa fui chamado de Miéle por causa do visual barbado e no final de Freddie Mercury, enquanto rodopiava seminu segurando uma vassoura dançando ao som de... Erasure ??? (e eu que pensava estar me comportando de forma máscula no melhor estilo Bruce Springsteen – maldita bebida).

No pasa nada, no final todos se arrastaram satisfeitos, eu me recompus e a ressaca do dia seguinte até que foi camarada.

É doce envelhecer. Que venha o próximo ano.

pin-up da semana

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

to beard or not to beard


Durante boa parte da vida não tive o menor desejo de ter barba, especialmente na adolescência não me parecia nem um pouco cool andar por aí adornando a cara com pelos, sem falar que, esteticamente, eu estaria na contramão de boa parte dos meus ídolos musicais e isso não podia ser. Idolatria e imagem, como se sabe, caminham juntos e é coisa séria [sic].

Gostava mais de cultivar topete e costeletas em detrimento da barba hirsuta, talvez por que quisera renegar esta minha cara de membro honorário da Al-Qaeda, a qual hoje defino como sendo...mediterrânea, seja lá o que isso signifique em termos de prestígio social.

Com o tempo, entretanto, acabei sendo praticamente o único entre meus amigos a não ostentar barba. Até quem só tinha 5 pelos tímidos espalhados pela face os exibia como se fosse possuidor de uma barba a la Hemingway. Eu pelo contrário, possuidor de uma barba que, de tão cerrada, deixa-me com uma marca levemente azulada ao redor do rosto, recusava-me a libertar os meus pelos e os escanhoava com paixão. Tudo por amor à estética filha dos 80 que, ultrapassada ou não, me é cara até hoje.

Depois ao longo do tempo continuei me espantando ao constatar que toda a intelligentzia indie, underground ou coisa que o valha também havia adotado a barba em definitivo como estandarte mor e carta de intenções. Acho que foi nessa mesma época que eu parei de freqüentar boates com medo de que, metido no meu eterno modelito noir, ao pedir a bloody Gin Tonic me fosse servida uma Sukita.

Mas enfim, um dia a gente cede, nem que seja por amor a uma mulher e vai deixando o carpete facial tomar corpo e se acostumando com a ideia. Daí, para um escorpiano como eu, com ascendente em peixes e não sei lá mais o que em libra, fantasiar e se achar o próprio Saladino é um pulo. O fato é que, oh meu Deus, eu agora, do alto desta idade que estou prestes a completar no próximo Domingo, sou possuidor de uma bonita barba com reflexos grises na parte junto ao queixo que me dão assim, um ar muito elegante, aristocrático até. Dependendo do dia o mood varia e torna-se uma coisa muito moura e com um pé na resistência islâmica. Confesso que até voltei a ir a praia para ajudar no biotipo.

Julgo oportuno comunicar que aceito cimitarras de presente de aniversário, agora...se alguém me chamar de Hipster eu meto porrada e boto para correr discorrendo o meu rico repertório de injúrias múltiplas para ocasiões diversas em bom português, que essas viadagens eu não tolero.

Salaam aleikum.
PS: A festa é amanhã...follow the rainbow.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

the slider


esse fim de semana me dediquei a redescobrir e escutar a sério um grande disco, um disco que qualquer amante do rock deveria ter na sua estante em lugar de honra, estou falando de The Slider do T-Rex, ponto culminante da suada e vitoriosa trajetória de Marc Bolan, o cara que deu ao rock uma dimensão mais fashion, mais sexy e, seguramente, mais divertida ao inventar o glam.

em The Slider, Bolan nos mostra todo o seu talento para cunhar a música pop perfeita no formato de 3 minutos e o efeito é devastador, sua audição dá uma vontade danada de montar mais uma banda e sair gritando Yeah! em meio a riffs e hooks poderosos.
o albúm abre com a contagiante Metal Guru, não por acaso a inspiração de Johnny Marr ao compor Panic quase uma década e meia depois. de Telegram Sam a Chariot Choogle, passando pela "super fine" Baby Strange, o álbum é mesmo uma aula de como o rock pode e deve ser contagiante e a receita parece ser a seguinte. a estrutura dos riffs simples e deliciosos é o rock clássico, as letras estáo entre o nonsense e o etéreo, adicione-se a isso backings algo exagerados e uma orquestração que dá dramaticidade e textura às faixas (a cargo de Tony Visconti), e temos em The Slider o retrato de um artista pleno, saboreando com prazer a fama planejada e alcançada e o mais que merecido sucesso que mostram que, pelo menos na Inglaterra durante aquele início dos setenta, ninguém era maior do que Bolan.

por fim adicione o charme extra de Bolan ao gritar e gemer no exato momento, Rock!, Yeah!, Boo!, Uhhhs! e toda sorte de interjeições e onomatopéias como ninguém e o mérito de haver tornado algo tão batido como pode ser a expressão baby em algo super cool. Bolan tem estilo de sobra, likes to rock e nos leva com ele.

listen to him now, for I'm gonna ssslide.

pin-up da semana

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

frase lapidar

“O Rio de Janeiro não é violento”

Foi essa a brilhante conclusão externada pelo nosso secretario de segurança publica, José Mariano Beltrame, ao discursar ontem para a Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados.

Entre essa e outras afirmações lamentáveis (incluindo a de que nossos índices de criminalidade são comparáveis aos da Europa), Beltrame cria o perigoso precedente de que a coisa não é tão grave assim quando é gravíssima, de que o cidadão comum pode trafegar livremente pela sua cidade quando na verdade o carioca médio está cada vez mais acuado, amedrontado e refém da péssima política de segurança pública que tem sido executada nos últimos 30 anos nesta cidade e que tem combatido a questão da violência de forma paliativa.

Muito mais do que uma frase infeliz, a declaração de Beltrame beira a irresponsabilidade, especialmente considerando-se a sua posição como encarregado pela implementação de políticas de segurança publica que nos devolvam a ordem e os episódios recentes que temos vivenciado e que se repetem uma e outra vez para nos lembrar que a realidade da cidade vai na direção contraria a do seu pronunciamento.

Vale a pena a leitura do assombroso artigo do
Guardian, que na sua edição de ontem identifica um novo tipo criminoso, a do traficante crente.

"the contact between evangelical preachers and Rio's gang members is spawning a new generation of evangelical traffickers – men who paint their communities with passages from the Bible and tattoo psalms on their bodies"

E é assim, com pesar, que encerramos os trabalhos da semana.

alea jacta est

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Convite Arte Araka

Muito bem, o evento havia sido adiado mas agora vai. Será na próxima terça, dia 10/11/2009 no 00 (Planetário da Gávea - RJ), a partir das 20:00 horas, incluindo performances, exposições, fotografias, música e muito mais.

Como sabem eu serei um dos expositores e será um prazer vê-los por lá.

Não deixe de colocar o seu nome na lista amiga: artearaka@gmail.com.
Beijos e abraços para todos.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

pretinho básico


Se você é cego que nem eu e ainda acredita que pequenas ações podem fazer a diferença antes que o mundo feneça de vez, que tal aderir ao pretoogle?

Muito mais que uma curiosa e divertida iniciativa dos nossos irmãos portugueses, o pretoogle é a versão com mais melanina do big brother google que permite uma economia razoável de energia e a redução do aquecimento global se usado todos os dias e o que é melhor, seu motor de pesquisa é idêntico ao do Google e é gerenciado graças ao Google Custom Search, apresentando exatamente a mesma funcionalidade.

Pretoogle poupa energia fazendo uso de um fundo de ecrã (= tela) preto. Vários estudos demonstraram que um monitor consome mais energia se o ecrã é predominantemente branco (ou com uma cor clara) que se é preto (ou cor escura), atingindo cotas de 20% de diferença em consumo:
Energy Star Desktop Information

Como se não bastasse, você não força tanto a sua vista e reduz gastos também na conta do oftalmologista.

Eu já aderi, até porque sou brasileiro, mestiço e ainda não inventaram por aqui um mulatoogle.

Até mais. spread the word.

Mais informações aqui

terça-feira, 3 de novembro de 2009

 

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