sexta-feira, 14 de novembro de 2008

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

This Is The One - review

O Homem de Azul é um ser compulsivo, principalmente em relação à música. De vez em quando aparece uma que o toma da cabeça aos pés como num transe e é executada à exaustão (para desespero dos vizinhos). Ultimamente, uma música em particular voltou a me causar tal reação – This Is The One – dos Stone Roses.

A música abre com um riff que já é uma verdadeira carta de intenções, garantia de que algo fantástico virá pela frente, prosseguindo com o fraseado melódico e classe característicos da assinatura de John Squire (este atrás apenas de Johnny Marr) acompanhada pelo delicioso baixo discreto e climático que serve de ponte ao início da letra.

Particularmente adoro a ambigüidade do primeiro verso, Ian Brown, com sua voz monocórdica e distante, displicentemente entoa “A girl consummed by fire”, quando na verdade parece dizer “A girl conceal her fire” para logo adiante seguir com “immerse me in your splendour” que mais uma vez soa como “he must be in your splendour”. Genial!

O título e a frase “A girl consummed by fire” se referem a imagens bíblicas, algo recorrente no canon dos Roses. Não seria estranho acreditar que Ian Brown se considerasse, de alguma forma, o messias. A música seguinte no mesmo disco "The Stone Roses" é, não por acaso, “I Am the Resurrection”. Aliás, sua fleuma e presunção sem limites e algo estudadas certamente serviram de inspiração para mais de uma banda inglesa, senão que nos diga Liam Gallagher.

A letra segue com o conto sobre “a garota em chamas” e a suposta desilusão do autor que gostaria de deixar o país por um mês de Domingos (que bela imagem, hein?!), sem não antes queimar Manchester (oh, my God!!), comparando-a na sequência respectivamente a uma heroína da mitologia Grega (bellona = deusa da guerra) e uma planta venenosa (belladonna). Ian mais uma vez trabalha como ninguém a ambivalência dos seus sentimentos em relação às mulheres, que vão do amor romântico à misogenia franca (humm, porque será?).

A melodia segue numa espiral de energia crescente, até o final sob a repetição do título, hipnótica, inebriante, catársica, arrepiante!

Antes do fecho, ainda sobra tempo para nosso herói considerar, ou rezar para que a relação com o objeto de desejo da sua amada não dê certo. Ah Ian, don’t you know...la donna è mobile qual piuma al vento. Bem-vindo ao clube.

A girl consumed by fire
We all know her desire
From the plans that she has made
I have her on a promise
Immerse me in your splendour
All the plans that I have made

This is the one
This is the one
This is the one
This is the one
This is the one
She’s waited for

This is the one
This is the one
This is the one
Oh this is the one
This is the one
She’s waited for

I’d like to leave the country
For a month of Sundays
Burn the town where I was born

If only she’d believe me
Bellona, belladonna
Burn me out or bring me home

And this is the one
This is the one
This is the one
This is the one
This is the one
She’s waited for

This is the one
This is the one
This is the one
Oh, this is the one
This is the one
I’ve waited for

Oh this is the one
Oh this is the one
This is the one
I’ve waited for

This is the one
Oh this is the one
Oh this is the one
This is the one
I’ve waited for

This is the one
This is the one
This is the one
Oh this is the one
This is the one
I’ve waited for

It may go right
But it might go wrong
This is the one
This is the one
She’s waited for

And this is the one
This is the one
This is the one
This is the one
She’s waited for

And this is the one
Oh this is the one
Ah this is the one
This is the one
I’ve waited for

Se alguém ainda duvida do poder da música pop basta escutá-la, isso sim, bem alto. This is the one!

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

UK Top 10 Albums

Olá tot home,

Estava demorando, eu sei, eu sei, mas para que vocês não fiquem tristes aqui vai a primeira listinha de muitas, apenas, a dos melhores albúns imperdíveis de pop/rock Britânico de todos os tempos.

Escolha certa, sem erro, na mosca, para qualquer ocasião: aniversário, Natal, amigo oculto ou barmitsva (desde que o presenteado (a) seja dos meus, ou seja, that rocks!).

Apto para discussão, análise e reflexão deste assunto apaixonante, e que venham os tomates!!

1 - London Calling - The Clash
2 - The Stone Roses - The Stone Roses
3 - The Queen is Dead - The Smiths
4 - Closer - Joy Division
5 - My Aim is True - Elvis Costello
6 - Sticky Fingers - The Rolling Stones
7 - Sound Affects - The Jam
8 - Talking With The Taxman About Poetry - Billy Bragg
9 - The Slider - T.Rex
10 - Parklife - Blur

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Pin-up da semana




Começamos essa nova seção com uma clássica do grande artista Peter Driben. Driben foi talvez o mais prolífico "pin-up artist" dos anos 40-50, não se limitando apenas a revistas mas também trabalhando com publicidade e para Hollywood (seu trabalho mais conhecido é o poster e material promocional do Falcão Maltês).


Estudou na Sorbonne em Paris e colaborou com capas para diversas publicações entre as quais Snappy, Pep, New York Nights, French Night Life e Caprice.


Características marcantes do seu trabalho são o uso de cores fortes (normalmente, vermelho, amarelo, azul e verde), e o fato de que as poses das suas irresistíveis pin-ups são feitas para valorizar suas pernas kilométricas.


Como não sucumbir aos seus encantos? Eu não sei, além de azul sou um homem fraco...

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Referências

O Homem de Azul está desbotando, melhor dizendo, está ficando velho. Nessa semana, modesto que sou, tenho apenas um pedido a fazer: quero envelhecer bem e talvez chegar perto das referências abaixo.




Quem não gostaria de ter:

a) O charme do Sean
b) A classe do Mastroianni
c) O estilo do Simonon
d) A pose do Weller




Entretanto, se não der, terei sempre o prazer de ser quem sou e isso sim merece um brinde. Este fim de semana tem 1...2...3... Gim Tônicas e muito mais!


Estejam convidados.



Cheers mates!
















sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Jail Guitar Birthday




Os violões acima foram especialmente customizados para a campanha “Jail Guitar Doors”, idealizada por Billy Bragg (outra vez esse nome?) e inspirado pela música de mesmo nome dos Clash (the only band that matters!), e que tem como fim a doação de instrumentos musicais para a reabilitação de presos Britânicos através da música.
O projeto não só capta o espírito dos Clash do ponto de vista ideológico mas vai além, associando todo o seu estilo e identidade visual. Iniciativa das melhores e, sem dúvida nenhuma, feita com muita atitude e muito charme. Bravo!

PS: Não se sintam tímidos, mas se não tiverem dinheiro para me dar uma dessas é só me mandar de volta para a Europa, dessa vez para uma cadeia inglesa, minha reintegração social estará garantida.
Clang, clang, Strangeways here we come!

http://www.jailguitardoors.org.uk/

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Um café com leite e dois donuts


Obama ganhou, phew! Inacreditável, histórico, surreal, me belisquem por favor! Sim, tudo isso e mais um pouco; um pouco mais de representatividade, um pouco mais de sensibilidade, um pouco mais de luz no fim do túnel e uma oportunidade de ouro para que essa sociedade (e com ela a parte do mundo que nos toca) possa mudar para melhor e construir relações mais humanas. Como mínimo a sua eleição representa um sopro de esperança, inclusive para a própria sociedade americana que, admitamos, nos surpreendeu; e será interessante ver alguém com um perfil tão diferente do tradicional technocrata ultraliberal no poder, só para variar um pouco.


Não espero com isso a redenção de todos os problemas da humanidade, muito pelo contrário, o cenário herdado é negro (sem trocadilhos) e o cara vai ter que rebolar que nem passista para botar a casa em ordem. Agora, que me surpreendeu muito a sua eleição isso não se discute, até o final desconfiei que a coisa poderia desandar. Quem diria que a sociedade WASP por excelência estaria preparada para eleger um presidente negro? Bem, nem tão negro assim, Obama está mais para um macchiato, um cappucino ou um cortado no máximo.


Praticamente um Sidney Poitier, com seus ternos bem desenhados, seus modos e seu look de galã afro-americano. Realmente o mulato tem classe, agora, como bem disse Arnaldo Jabor citado hoje por Anselmo Góis, está na hora desse Obama bronzeado mostrar seu valor.


Bote fé!
 

View My Stats