sexta-feira, 10 de abril de 2009

Arrumem os móveis da sala


Outro dia tive um duplo prazer, ter comparecido, depois de anos de ausência devido ao exílio, ao aniversário do Comandante Che Guevara por excelência, meu querido camarada e parceiro Dimitri BR e o de, nesta ocasião, ter finalmente adquirido o segundo disco, recém lançado, de uma banda que me conquistara no início do ano, Luisa Mandou Um Beijo.

Como já comentei aqui, tive o primeiro contato com eles na última edição do Humaitá Pra Peixe e saí do show de alma lavada, contente por ver que a minha terra ainda é capaz de produzir boas surpresas no quesito música (alguém duvida?). Ainda mais dentro de um segmento que me é caro e parece pouco associado aos ares tropicais das nossas praias, o chamado rock independente, mas que aqui consegue fundir os dois conceitos à perfeição.

Pois bem, o segundo disco do sexteto carioca não é bom, é excelente e melhor produzido e com os arranjos e letras muito mais trabalhados do que no primeiro, também entitulado Luisa Mandou Um Beijo (e que já era muito bom).

Das leves guitarras melodiosas, passando pela potente cozinha e pelo trompete que é a marca registrada da banda (e que está muito melhor empregado nesta nova bolacha), até chegar às letras criativas e que fogem do lugar comum, está tudo lá.

O disco abre com a deliciosa "Borboleta Imperial", talvez a faixa que mais remeta ao primeiro disco, e que dá vontade de sair correndo por um jardim multicor em busca de Lepidópteros pra alegrar a sua vida.

As faixas "Memórias da Praia", com a participação do Ian Curtis carioca nos backings (sinto decepcioná-los meninos, não sou eu) e "Peixe Pequeno", nos transportam para essas manhãs de sol tão gostosas, para se desfrutar sem pressa e com quem se quer bem. Cenas cheias do espírito das nossas gentes, bem no clima do disco.

"A Odalisca e o Pirata", repleta de charme carioca a la Hermanos mas sem perder a personalidade (dá até pra visualizar um Amarante sacodindo o esqueleto animadamente assoviando), é perfeita para se cantar abraçadinho no meio da muvuca dos blocos dos carnavais que hão de vir. Não tem erro moço.

Os destaques vão para "Na Capital", "Cosquinhas de Manhã" e "O Maracá". A primeira, uma acre-doce ode urbana, convida todos a resisistir, tentar ser feliz e a desfrutar de um lindo dia de Sábado, ainda que as atmosferas chuvosas e os tons sombrios nos persigam. A segunda fala, como não, de amores e dessa eterna relação amor-ódio que permeia certas relações em muitos casos e a última faixa, que encerra o disco de forma magistral, nos lembra que nunca é tarde pra chegar na festa proposta por Luisa, um cenário solar onde pode-se rir, chorar, brincar, amar e receber beijos, doce como esse ao pé do ouvido.

Depois desse alegre passeio, ainda tem uma surpresinha escondida...uma amostra da nossa música preferida, "Homem Azul", que ainda não entrou nesse disco.

Que venha o céu lilás.

8 comentários:

Carolina disse...

um jardim multicor?
sério mesmo?
dessa eu gostei. hahaha

Homem de Azul disse...

Leia o livro, compre o disco, escute a faixa e chegue às suas próprias conclusões.

Vale a pena.

Carolina disse...

Livro? Que livro?

Então foi do seu blog que o Nicolau achou o meu! Estava investigando, mas ainda não tinha encontrado. :)

Nicolau disse...

E por que não perguntou para mim, ué ??

Carolina disse...

Pq sabia que ia 'topar' com a informação mais cedo ou mais tarde. :)

Luisa disse...

rapaz, a resenha ficou linda! mandei pra banda inteira ler!

abração!
fernando paiva

Flávia Muniz disse...

Concordo com a Luisa !


bj
Flávia

Homem de Azul disse...

Caras, putz, não sei nem o que dizer. Que visita mais inesperada.:)

Acreditem, não deixo de ouvir o disco (cada dia gosto mais) e vocês, claro, merecem.

Um beijo para todos e até Domingo.

 

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